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MÃOS QUE REZAM
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a carvão feito por Germano Seidl VidalMuitos já viram o quadro "MÃOS QUE REZAM", de Albrecht Dürer (1471-1528) , porém, poucos conhecem sua estória. No fim do século XV, dois amigos desejavam ser pintores mas, eram pobres e não tinham condições para o custeio dos estudos. Os dois amigos viviam na mesma pensão. Encontraram no amor ao próximo, na união dos esforços, o meio para a consecução dos seus objetivos. Dürer propôs, que ele trabalharia para que seu amigo pudesse estudar pintura e quando o pintor estivesse em condições, as posições se inverteriam. Seu amigo, no entanto, não concordou em iniciar os estudos de pintura. Disse então: "Não, eu sou mais velho e já tenho emprego no restaurante. Você é que começará a estudar." Assim, Albrecht Dürer pôde dar início aos estudos de pintura. Logo que começou a produzir os primeiros quadros, foi possível chegar ao amigo e dizer: "Agora você já pode estudar. É a sua vez..." O seu amigo deixou então o trabalho e foi segurar a palheta e os pincéis. Não conseguiu... Suas mãos rígidas, endurecidas, articulações grossas e dedos torcidos pela labuta diária durante tanto tempo, impediam o suave manejo dos pincéis. Compreendeu que deveria renunciar ao grande sonho de ser pintor e voltar, conseqüentemente, ao antigo trabalho que lhe calejava as mãos. Certo dia, Albrecht Dürer regressava do estúdio, quando ouviu a voz do amigo que estava ajoelhado, de mãos postas; orava para que ele, Albrecht, tivesse pleno êxito na carreira de pintor. Profundamente comovido, o artista pensou consigo: "Jamais poderei devolver a essas mãos a agilidade que perderam. Mas posso demonstrar ao mundo a gratidão que sinto pelo que meu amigo fez por mim: pintarei essas mãos tais como as vejo agora. Pode ser que, ao vê-las, o mundo aprecie o que elas fizeram. Talvez essas mãos cheguem a servir de inspiração a outros, para que realizem atos de generosidade e desprendimento". Albrecht então reproduziu as mãos do amigo, dando assim ao mundo uma das mais belas obras de arte: "Die Betender Hande" (As mãos que oram). As mãos pintadas por Albrecht Dürer são as mãos do trabalhador: grossas e calejadas pela dureza da luta. Mas são também as mãos de amigo, mãos de quem ama e, por isto, soube sacrificar-se em favor do amigo. Oração, trabalho, amor ao próximo, capacidade de sacrifício e renúncia generosa, eis a mensagem das "Mãos que rezam". Esta história, ocorrida há mais de 500 anos, é uma lição de fraternidade muito necessária no mundo de hoje. ========================================================================== Nota importante: Todo o texto deste "site" tem Direitos Reservados (All Right Reserved), não podendo ser reproduzido total ou parcialmente, sem autorização expressa do autor. As opiniões aqui emitidas são de exclusiva responsabilidade do autor, na sua visão de Historiador e Escritor, não podendo servir de base para eventuais causas de questionamentos, seja de que tipo e objetivo forem. Maiores informações sobre DIREITOS RESERVADOS, visite a página neste "site" - Direitos |