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EM RISCO A IDENTIDADE NACIONAL![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Texto
do Escritor-Historiador Germano Seidl VidalA democracia para ser bem exercitada necessita de uma tomada de consciência nacional quanto aos valores a preservar, bem assim a recíproca ação dos cidadãos em cumprir obrigações e desfrutar de direitos. Nesse contexto, não há que se falar em "pacto social", mas um exercicio pleno de cidadania, que passa pelo homem comum, se estende aos políticos e, finalmente, se sublima nos que detêm as rédeas do poder e se exercitam na legislatura e na magistratura. A democracia é pois um regime político de nação organizada, com território e governo próprios, tudo isto sob o manto do sentimento nacional. A nossa retomada da democracia (eufeministicamente chamada de Nova República) está sendo feita em sucessivas crises políticas e econômicas, mas se traduzem hoje numa grande crise social: a perda da identidade nacional. Séria e gravíssima creise ! Vejamos: o crime organizado no país suplanta o Poder de Polícia, rouba, sequestra, mata com fins escusos apátridas. O tráfico de drogas e o contrabando violam nossas fronteiras e instilam hábitos de consumo apátrida. A malversação de bens públicos por governantes e funcionários, em todos os níveis, é uma atitude apátrida. O descrédito dos representantes do povo, em todas as casas legislativas, decorre de comportamento nitidamente apátrida dos que desmerecem os votos recebidos. A penosa caminhada do cidadão na busca do seu pleno direito, junto a juízes e tribunais, encontra encolhos de trágica realidade apátrida, que só o tempo e o dinheiro resolvem. A entrega a preço vil, de importantes segmentos do nosso parque industrial, construído com o sacrifício do povo, ao domínio de oligopólios, nacionais e multinacionais é uma afronta do poder econômico apátrida. Por fim e infelizmente, a quase total liberalização ã entrada de produtos estrangeiros no mercado nacional, na chamada economia de mercado, é uma balela apátrida incompatível com a exaurida e desorganizada ação dos agentes econômicos internos. Esses fatos estão levando o país a "pertencer" ao 1o. mundo, mas não na condição de participante ativo, mas mero serviçal dos "donos" do mundo. Assim, o brasileiro comum está perdendo a sua identidade nacional: não credita em mais ninguém e. se não pode sair do país, sonha com uma democracia tupiniquim quase utópica, na qual o Bem Comum seria por todos engrandecido, preservado e distribuído com um único fim: o Bem Estar Social ! Germano Seidl Vidal Escritor e Historiador (Artigo escrito em setembro de 1993 e divulgado). ========================================================================== Nota importante: Todo o texto deste "site" tem Direitos Reservados (All Right Reserved), não podendo ser reproduzido total ou parcialmente, sem autorização expressa do autor. As opiniões aqui emitidas são de exclusiva responsabilidade do autor, na sua visão de Historiador e Escritor, não podendo servir de base para eventuais causas de questionamentos, seja de que tipo e objetivo forem. Maiores informações sobre DIREITOS RESERVADOS, visite a página neste "site" - Direitos |