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UM GRÊMIO UNIVERSITÁRIO
MILITAR
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do Escritor-Historiador Germano Seidl VidalO GRÊMIO CORREIA LIMA, entidade militar de caráter social, subordinado ao Comando do CPOR/SV e constituído de alunos deste Centro, terá hoje solenemente empossada a sua 1ª Diretoria, com a honrosa presença do Sr. Cmt da 6ª RM, dos Magníficos Reitores das Universidades Federal da Bahia e Católica de Salvador e Presidentes de Diretórios Acadêmicos das Faculdades da Cidade do Salvador, berço da cultura brasileira. O fato é auspicioso e merecedor de registro especial no histórico deste Organização MIlitar, razão porque este Comando se propõe prestar aqui os esclarecimentos necessários a enfatizar o seu significado. O "Regulamento de Preceitos Comuns aos Estabelecimentos de Ensino do Exército - (R - 126)", aprovado por Decreto nº 42.911 de 27 de dezembro de 1957, prevê o desenvolvimento de atividades extraclasse, objetivando vitalizar o desempenho futuro do aluno. Tais atividades devem "caracterizar-se sobretudo por ser de iniciativa dos alunos ou por eles espontâneamente aceitas e constituir-se em forma socializada de ação. (§ 2º do Art. 9º). Assim, o nosso GRÊMIO atende a uma prescrição regulamentar, tendo como finalidades estatutárias: "- Congregar todos os alunos, desenvolvendo entre eles o espírito de camaradagem; - Promover o entrelaçamento social entre instrutores e alunos e respectivas famílias; - Incrementar o aperfeiçoamento cultural dos alunos dentro de sadios princípios e com vista ao interesse nacional; - Cultivar o civismo, como inalienável dever do cidadão, afinado aos lídimos anseios democráticos do povo brasileiro; - Divulgar as atividades dos alunos, visando imantar a opinião pública face aos seus patrióticos objetivos; - Proporcionar salutar recreação aos alunos, aproveitando suas horas de lazer; - Cooperar com o Comando, sob todas as formas, para manter e aumentar o prestígio do CPOR/Salvador." Os alunos participaram ativamente de todas as fases para a criação do GRÊMIO, tendo hoje sede e estatutos que resultaram do esforço visado pelo Comando e desenvolvido de forma entusiástica, pelos seus subordinados. Ele é constituído dos Departamentos Cultural, Recreativo, Esportivo, Relações Públicas e Administrativo, dirigidos por alunos do 2º ano, com Setores Diversos a cargo de alunos do 2º e 1º ano. O GRÊMIO manterá estreito intercâmbio com seus congêneres nos Estabelecimentos de Ensino Superior desta Capital, representando este Centro no seu entrelaçamento com a Universidade, a que pertence a maioria dos nossos alunos. Penso mesmo que não seria heresia acreditar que o CPOR é o órgão militar da Universidade. Nele se configura a fortaleza dos ideais mais puros de civismo e nacionalismo, dentro dos conceitos que o seu próprio Regulamento estabelece, com vista ao interesse maior do país. Aqui existe permanente exemplo de disciplina, aliada à sólida camaradagem militar, onde a obediência, como imperativo do dever, dignifica tanto quanto o mando, no exercício da autoridade legal. Neste Centro, também há intensa atividade esportiva com vista ao melhor aperfeiçoamento físico e à ampla confraternização criada pela prática do esporto. Finalmente, o CPOR é o núcleo formador de cidadãos imbuidos de autêntica mentalidade democrática e infensos as doutrinas espúrias dissonantes com a tradição e anseios do povo brasileiro, como precioso celeiro de líderes, forjados na têmpera moral do soldado que promete o sacrifício da própria vida para defender a Pátria e sua honra, integridade e instituições. Nos últimos dias do mês passado, em Fortaleza, dizia, em discurso, o Marechal CASTELLO BRANCO, Presidente da República: "... para qualquer dos campos da vida nacional que nos voltemos, por mais diversos que sejam, se nos depara a necessidade de apelarmos para as Universidades, solicitando-lhes que preparem a juventude brasileira para as grandes tarefas com que se terão de confrontar num país em pleno desenvolvimento e, por isso, em plena transformação". O CPOR de Salvador, repito aqui, como o órgão militar da Universidade na terra dos heróis de 2 de julho, está a postos para essa sublime missão. O GRÊMIO CORREIA LIMA, espero, será um dos instrumentos baianos, fardados ou não, no esforço comum de forjar os moços capazes e dignos de dirigir os destinos do Brasil para conquista de seus imarcescíveis ideais. Posso afirmar, em sã consciência, que nasce hoje um Grêmio Universitário Militar! Germano Seidl Vidal Escritor e Historiador Ordem do dia do Cmt. CPOR/Salvador, Cel. Art. GERMANO SEIDL VIDAL, em 09/07/1965. Publicado no Boletim Interno do CPOR/Salvador de 09/07/1965 e transcrito no meu livro "LINHA DE PENSAMENTO MILITAR" (SENAI - Salvador - BA - 1967 - 155 pág.) ========================================================================== Nota importante: Todo o texto deste "site" tem Direitos Reservados (All Right Reserved), não podendo ser reproduzido total ou parcialmente, sem autorização expressa do autor. As opiniões aqui emitidas são de exclusiva responsabilidade do autor, na sua visão de Historiador e Escritor, não podendo servir de base para eventuais causas de questionamentos, seja de que tipo e objetivo forem. Maiores informações sobre DIREITOS RESERVADOS, visite a página neste "site" - Direitos Abaixo, estou anexando uma oração em HOMENAGEM AOS UNIVERSITÁRIOS BAIANOS PRESTADA NA SEMANA DO EXÉRCITO PELO GRÊMIO CORREIA LIMA, DO CPOR/SALVADOR Do aluno KLEBER KAUARK KRUSCHEWSKY Presidente do Grêmio "É com indizível satisfação e destacada honra que vos acolhemos nesta casa, onde a lição diuturna e o dever precípuo se traduzem no aprendizado que sugere e transmite aos alunos a arte de bem servir à Pátria. A vossa presença aqui, onde ressoam, ainda vivos e vificantes, as lições e os exemplos de Caxias , ao lado de significar o gesto de nímia gentileza, enseja as mais concentradas reflexões que haverão naturalmente de nos levar às mais fecundas conclusões. Em verdade, torna-se fácil a enumeração de todas as eloqüentes afinidades que estreitam e aproximam a vocação do soldado com a tarefa destinada ao universitário. Sem perdermos de vista as responsabilidades destinadas às elites dirigentes, mormente nos dias conturbados que fermentam as crises de épocas de transição, temos como verdade incontendível que os universitários de hoje, justamente os líderes civis de amanhã, só verão assegurados o seu trabalho criador, se conviverem em ambiente de paz e de ordem. Inconcebível seria admitir-se uma ação frutuosa, seja na faixa das profissões liberais e de pesquisas científicas; seja nas labutas do ensino; seja nas ocupações da indústria e do comércio, se acaso vivesse a comunidade sob o império do tumulto e da esbórnia, da anarquia e da subversão. Eis aí, prezados colegas universitários, o grande papel que é reservado ao soldado, qual o de garantir um clima de trabalho tranqüilo em favor do desenvolvimento nacional. Garantindo a ordem pública, a vigência da Constituição e a soberania nacional, compete ao Exército a nobre destinação de ser o guardião e o fiador do progresso social. Sem nos afastarmos da tradição, iniciada pelos nossos maiores, de assegurar as franquias democráticas, estamos e estaremos sempre atentos ao dever que vos compete de não vos afastardes, hora nenhuma, das exigências de toda a nacionalidade, que é a da emancipação econômica do país. Se a nossa tarefa é a garantia de um clima de trabalho e de progresso, a vossa é justamente a de trabalhar, arrancando, em termos definitivos, esse imenso Brasil da madorna do subdesenvolvimento. Conforta-nos, entretanto, a certeza que nos sugere a observação dos fatos, pelos quais vós outros, prezados visitantes, não vos arredais nem vos arredareis do privilégio fadário que a história vos reservou. Ao tecer, deste tribuna, o elogio merecido ao universitário baiano, quero prestar as nossas continências aos magníficos exemplos que dais às presentes e às futuras gerações. Conterrâneos de Rui, que viveu no trabalho, estremou a Pátria e não perdeu o ideal, tendes sido os arautos de promissores dias para a nossa comunidade. Cientes e conscientes de que, como a honra, não se deve nem se pode alienar as riquezas nacionais, deveis saber que a alienação da nossa economia, significa precisamente a alienação da nossa soberania. Deste ponto de vista, aliás, não tem se arredado os nossos chefes militares. Se de um lado os nossos comandantes, nessa conjuntura revolucionária, concluem a etapa de banimento dos corruptos e dos subversivos, de outro têm dado provas de que estão atentos para banir os vendilhões da Pátria. Não é por menos, ilustres visitantes, que vos saudamos com a tranqüilidade de consciência, somente ditada pela convicção de que cumprimos, de um parte e de outra, com os nossos deveres: vós, construindo o futuro alvissareiro da Pátria, nós, garantindo o cenário e o ambiente dessa construção grandiosa! " Este discurso foi publicado na íntegra no Noticiário do Exército na ocasião (#2263 de 1965). |