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Seidl Vidal | |
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XXV.iii - FORÇAS DE EMPREGO
IMEDIATO Os conflitos atuais, como vimos no elenco das Hipóteses formuladas no Capítulo XXIV, exigem medidas de curtíssimo prazo - políticas, vale mais dizer diplomáticas, e militares. É interessante, pois, conhecer as disponibilidades das Forças Armadas para atender ao que adiante chamamos de Conceito Estratégico, pedra angular na execução da Política de Defesa Nacional, também tratada a seguir. Não temos aqui a sofisticação da guerra de "apertar botões", mas sim um confiável núcleo, altamente profissionalizado, capaz de atuar, defensiva ou ofensivamente, quando e onde necessário, como uma primeira resposta ao agressor e, assim, se restabelecer rapidamente a paz. Seriam elas as nossas verdadeiras Forças de Dissuasão, que devem se constituir no cerne das preocupações do futuro Ministério da Defesa e merecer explícito apoio político e econômico? Sucintamente, vou resumir a minha pesquisa a respeito, baseada em dados oficiais, válidos para o momento (Mai 99): FORÇAS TERRESTRES O Exército dispõe para tal fim de: - FORÇA DE AÇÃO RÁPIDA (FAR) - FORÇA DE PRONTO EMPREGO (FPrEmp) "A Força de Ação Rápida tem como missão atuar, imediatamente, em qualquer área estratégica. Localiza-se nos Comandos Militares do Leste e do Sudeste, em condições de, rapidamente, aprestar-se e deslocar-se. É constituída pelos seguintes elementos: - Brigada de Infantaria Pára-quedista; - 12ª Brigada de Infantaria Leve (aeromóvel); - 1º Batalhão de Forças Especiais; e - Esquadrões de Aviação do Exército. A Brigada de Infantaria Pára-quedista é composta de três Batalhões de Infantaria, um Grupo de Artilharia de Campanha, um Batalhão Logístico, um Esquadrão de Cavalaria, uma Companhia de Engenharia, uma Companhia de Comunicações, uma Companhia de Comando e uma Companhia de Precursores. O Comando e todas as organizações militares da Brigada têm sede na Vila Militar (RJ) e são apoiados pelo 1º Grupo de Transportes de Tropa/V Força Aérea sediado na Base Aérea dos Afonsos (RJ). Também na Vila Militar, o 1º Batalhão de Forças Especiais é composto de uma Companhia de Comandos, duas Companhias de Forças Especiais e uma Companhia de Comando e Serviço. A 12ª Brigada de Infantaria Leve (aeromóvel) tem o Comando baseado em Caçapava (SP). Seus elementos subordinados estão aquartelados em cidades do vale do Paraíba e na região Oeste da grande São Paulo. Em Taubaté (SP), encontram-se o 1º, 2º e 3º Esquadrões de Aviação do Exército, que proporcionam à Brigada o meio de transporte (helicóptero). O 4º Esquadrão de Aviação do Exército está desdobrado em Manaus, em condições de apoiar qualquer operação que se realize naquela área. A Força de Ação Rápida (FAR) conta, também, com a possibilidade oferecida pelo Centro de Avaliação de Adestramento do Exército (CAAdEx) para avaliar o seu adestramento básico, mediante exercícios de dupla ação no terreno, utilizando modernos dispositivos de simulação, que tornam a imitação do combate bem próximo da realidade. A Força de Pronto Emprego (FPrEmp) tem como missão atuar, com rapidez (48 horas para as Brigadas e 24 horas para as Unidades), nas defesas externas e internas, prioritariamente na própria área estratégica em que está localizada e, eventualmente, em operações de Força de Paz (a pedido da ONU ou da OEA). Ela agrega às Brigadas e ao Batalhão de Forças Especiais, constantes da FAR, a 9ª Brigada de Infantaria Motorizada (Escola), Organizações Militares Operacionais da Aviação do Exército e mais 20 Organizações Militares (valor de Unidade) de Pronto Emprego. Em caso de necessidade, pode ser ativada a Força de Mobilização (Fmob), adicional à Força Terrestre, ativa e permanentemente cuidada, conforme estabelecido no Sistema de Mobilização do Exército (SIMOBE). Além disso, o Exército mantém em sua Ordem da Batalha tropas operacionais em todo o território nacional, sob os Comandos Militares da Área e Unidades de Apoio Logístico, integradas ao Comando das Regiões Militares. Essas Unidades ainda dispõem, em larga escala, de armamentos usados na II Guerra Mundial, completamente desatualizados. Importante papel desempenham as Unidades de Fronteira, que estão sediadas em 58 localidades, ou cidades de toda a Faixa de Fronteira. Sobre elas, destaco trecho do documento que me serviu de base para essa breve explanação: "A região Norte possui uma extensa fronteira terrestre, onde as distâncias e a dificuldade de acesso tornam a missão de defender a soberania nacional bastante árdua. A partir de 1985, com a implementação do Projeto Calha Norte, investimentos foram feitos pelo governo federal, possibilitando a criação de diversos destacamentos e pelotões de fronteira, com uma distribuição mais homogênea dos efetivos militares no extremo norte da Amazônia. Essa área, que possui imensa riqueza mineral e vegetal - a maior reserva biológica do mundo - constitui área estratégica prioritária para o Exército. Os efetivos vêm sendo aumentados com a transferência de organizações militares de outras regiões e a criação de novas Organizações Militares. Além disso, tem-se buscado melhorar o apoio, em todos os aspectos, como forma de minimizar as dificuldades e privações por que passam os militares que lá servem e suas famílias devido às adversidades da região." É importante registrar o excepcional papel de Defesa da Amazônia que o Exército vem se preparando há longo tempo, com unidades especializadas de combate na selva. São elas o esteio de nossa soberania, nos confins do país, onde só o homem amazônico ou aquele curtido nas vicissitudes locais pode merecer, com justa razão, o título que o Exército lhe outorgou: GUERREIRO DA SELVA! "Como parte da atenção dedicada à Amazônia, a alta administração do Exército providenciou a transferência para a área de unidades antes estacionadas no sul do país, transformando-as em Brigadas de Selva (são 4, que enquadram 14 batalhões e serviços) e Batalhões de Infantaria de Selva e a ativação do 4º Esquadrão de Aviação do Exército nas dependências da Base Aérea de Manuais. Alguns batalhões exercem também a função de Comandos de Fronteira - Amapá, Roraima, Rio Negro, Solimões, Acre e Rondônia - com encargos administrativos gerais, de vigilância (presença através de pelotões especiais e destacamentos) e operacionais como força de combate. Entretanto, é na qualidade humana que o Exército Brasileiro tem o fator decisivo para fazer frente a qualquer ameaça à Amazônia. Já na década de 60, a preocupação com o comportamento e o preparo do homem para as duras condições de emprego locais levou à criação de doutrinas e "know how" domésticos, estabelecendo padrões inexistentes em outras instituições militares, para as quais servem de modelo. Isto foi cristalizado no Centro de Instrução de Guerra na Selva - CIGS, fundado em 1964, que tem a missão de formular técnicas e instruir os combatentes nas nuances da luta e da sobrevivência naquele ambiente hostil. É nos cursos do CIGS (freqüentados por pessoal de unidades de fora da região, como os pára-quedistas e comandos) e na mistura com soldados de origem indígena que é moldada uma das melhores forças de combate do mundo: o guerreiro de selva brasileiro." Na redução do hiato tecnológico com os exércitos mais modernos do Mundo, o Min. ZENILDO deu valiosas informações em entrevista recente no Clube Militar. Impressionou-me, por serem pouco conhecidas, as referentes à Guerra Eletrônica e à Aviação do Exército, conforme transcrevo a seguir: "Englobando as atividades de Inteligência e de Guerra Eletrônica, podemos citar a profunda reformulação doutrinária implementada, a modernização do Sistema e do Centro de Inteligência, a criação da Escola de Inteligência Militar e do Sistema de Imagens do Exército, a integração da fonte de sinais proporcionada pelo Centro Integrado de Guerra Eletrônica (CIGE) ao Sistema de Inteligência, com aproveitamento da Rede Nacional de Radiomonitoragem (RENAR), a plena implantação do Sistema Tático de Guerra Eletrônica (SITAGE), o desenvolvimento do Sistema Estratégico de Guerra Eletrônica (SEGE) e a gradativa integração das fontes humanas, de sinais e de imagens, como o apoio à produção do conhecimento de inteligência militar. Quanto à Aviação do Exército, diversas medidas têm assegurado a sua dinâmica evolução: a aquisição de 4 helicópteros Black Hawk, o arrendamento de 6 aeronaves Bandeirante, para apoio direto aos Comandos Militares da Amazônia e do Oeste, as compras de Kits para artilhar nossos helicópteros, de "caixas pretas", de GPS, de equipamentos de visão noturna, de simuladores de treinamento e de sistemas informatizados de manutenção e de suprimento de aviação." Para dar o tom final nesta apreciação singela sobre nossas Forças Armadas, em especial o Exército, do muito que não sabia, desejo aproveitar o quadro da "Participação das Forças Armadas Brasileiras em Operações de Paz", que ilustra o artigo do Gen LEONEL citado a seguir. Ele vem mostrar a projeção do Brasil, no cenário internacional, nas ações multilaterais em prol da paz desde 1947. Essa presença é um dos fortes trunfos para o nosso pleito de ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU a par da justificada projeção internacional e de razoável poder econômico, baseado em saudável estabilidade financeira interna. Toda nossa política externa está escudada na tese pacifista da não-agressão e da solução de conflitos por meio da negociação, itens aliás constitucionais. O nosso Poder Militar, conforme se expôs, se assenta na capacidade de dissuasão que só se efetiva na forma como ele é avaliado pelos outros países, mesmo os mais poderosos. Participação das Forças Armadas Brasileiras em Operações de Paz ![]() Fonte: AS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS - Gen. Ex. Benedito Onofre Bezerra Leonel - Revista da ESG Ano XII no. 34 ============================================================ MAPA 25-02 REGIÕES MILITARES ![]() ============================================================ ![]() FORÇAS AÉREAS A FORÇA AÉREA BRASILEIRA integra, juntamente com a Aviação Civil, a Infra-estrutura Aeroespacial, a Indústria Aeroespacial e o Complexo Científico-Tecnológico Aeroespacial, o PODER AEROESPACIAL. Com este fim, planeja estrategicamente e executa ações relativas à defesa interna e externa do país, no campo aeroespacial e opera o Correio Aéreo Nacional. Suas aeronaves, de pronto-emprego, atendem às seguintes funções: ataque, anti-submarino, caça, esclarecimento marítimo, interceptação, ligação, observação, reconhecimento, reabastecimento em vôo (avião-tanque), busca e salvamento, transporte e treinamento. Elas estão distribuídas por 18 Bases Aéreas, conforme croquis mostrado a seguir, com os respectivos Comandos Aéreos Regionais. Como Força preventiva e dissuasória, a FAB conta, entre outros, com os seguintes equipamentos: * Para ataque e caça 56 NORTHROP F5/E/F Tiger III * Para caça 16 DASS-BREGUET MIRAGE III E/DBR * Para reconhecimento 9 EMBRAER RA-1 * Para ataque 117 EMBRAER 312 TUCANO 91 EMBRAER 326 GB XAVANTE 30 EMBRAER A-1/B AAAX 17 BELL 3/UH -1H Essas aeronaves dispõem de tripulações altamente treinadas, fazendo juz à tradição de eficiência conquistada pelo nosso 1º Grupo de Caça, na Itália. Na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, que sedia o 1º Grupo de Caça, com os F-5, são mantidos dois pilotos e aviões abastecidos e armados em condições de decolar em 8 minutos para atender a um chamado de interceptação por invasão de nosso espaço aéreo. Há, também, um programa em curso de modernização dos nossos F5-E/F, o qual colocaria a FAB em igualdade de sistemas, porém em quantidade superior, aos equivalentes dos países vizinhos, restabelecendo um desejável equilíbrio entre essas Forças Armadas, sem apelar para a indesejável corrida armamentista. "Assim, por cerca de US$ 400 milhões (US$ 8 milhões por aeronave) seria possível modernizar a toda a frota de F-5E/F para o padrão mais sofisticado, incluindo FLIR, designador laser, compatibilidade com óculos de visão noturna, etc., etc. Mesmo gastando apenas US$ 4-5 milhões por aeronave, pode-se modernizar consideravelmente o F-5E/F, elevando a capacidade de combate da aeronave a um nível muitíssimo superior ao atual." [...] "Vê-se, portanto, que no contexto regional o F-5E/F modernizado colocaria a FAB em excelente posição - em pé de igualdade em termos de sistemas, mas em quantidade superior, aos A-4M argentinos, aos F-5E/F chilenos, aos Mirage 2000 peruanos e mesmo aos F-16 da Venezuela. E isso sem grandes modificação no sistema logístico a um custo muito inferior ao da aquisição de igual quantidade de caças novos." Além disso, a FAB conta com o moderno Sistema de Vigilância Aérea da Amazônia (SIVAM), em implantação, que, integrado ao Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (SINDACTA) já existente, dá condições de cobertura de todo o espaço aéreo brasileiro. Breve, a FAB vai poder contar com recentes encomendas à EMBRAER. Trata-se do BEM 145 SA, um avançado avião de vigilância aérea, construído na plataforma do jato regional EBJ, e as aeronaves leves de ataque ALX, desenvolvidas a partir do Super-Tucano (JB, de 29/06/99). ![]() FORÇAS NAVAIS Constitui o nosso Poder Naval, conforme escreveu o próprio Ministro da Marinha, em publicação oficial, para conhecimento público, o seguinte: "Ele está estruturado, fundamentalmente, na Esquadra. As chamadas Forças Distritais, compostas de navios destinados à patrulha e ao socorro e salvamento, podem, eventualmente, apoiar determinadas ações das forças navais. Administrativamente, a Esquadra é subdividida em forças, as quais são organizadas de acordo com o meio ambiente em que suas unidades operam. Daí, temos, subordinadas ao Comandante-em-Chefe da Esquadra: 1) força de superfície 2) força de submarinos 3) força aeronaval Além das forças navais, a Esquadra possui, sob sua subordinação, a Base Naval do Rio de Janeiro, situada na Ilha de Mocanguê, na Baía da Guanabara, onde fica sediada a quase totalidade de suas forças, e um Centro de Apoio a Sistemas Operativos (CASOP), destinado a garantir o pleno funcionamento dos sistemas de combate instalados nos navios". A Força de Superfície "É composta do Navio Aeródromo Ligeiro Minas Gerais, de dois Esquadrões de Fragatas, um Esquadrão de Contratorpedeiros, um Esquadrão de Corvetas, um Esquadrão de Navios Anfíbios, um Esquadrão de Navios de Apoio e, também, do Navio-Escola Brasil. A Força de Superfície possui, ainda, um centro de adestramento denominado Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão, cuja sigla CAAML, combinada com seu nome gerou a alcunha de Camaleão." "O Minas Gerais, após sucessivas modernizações, que o dotaram com sistemas atualizados de controle tático, totalmente desenvolvidos e produzidos no Brasil, é, hoje, um navio novo. Além de possibilitar o emprego de aeronaves em áreas distantes do litoral, garantindo a defesa aérea da força naval em operações no mar, é de extrema valia no controle de área marítima, graças aos recursos que possui para funcionar como um centro de comunicações e de tomada de decisões táticas, que, em última análise, controlam as operações navais. O Minas é o navio capitânia da Esquadra." "As fragatas, contratorpedeiros e corvetas são navios dotados de sofisticados sistemas de guerra eletrônica, com radares e sonares modernos e armados com mísseis anti-superfície (contra navios) e antiaéreos, além de avançado armamento anti-submarino. Essas características, associadas à natural agilidade de manobra, transformam esses navios em unidades imprescindíveis para qualquer marinha. São empregados em uma multiplicidade de tarefas, normalmente associadas ao controle de áreas marítimas e escolta em geral." "Os navios anfíbios, que são os navios de desembarque-doca e os navios de desembarque de carros de combate, são empregados em operações anfíbias, isto é, operações em que fuzileiros navais são lançados sobre praias inimigas, tomando, a viva força, uma área sobre a qual estabelecem o domínio, denominada cabeça-de-praia, e, a partir da qual, forças terrestres prosseguirão no avanço para o objetivo pretendido." "Os navios de apoio, que incluem navios-transporte, navios-tanques, navios-oficina e outros, participam de diversas operações, particularmente as anfíbias e aquelas que implicam a permanência das forças navais, por longos períodos, em áreas distantes de suas bases. Constituem o apoio logístico móvel, indispensável para marinhas oceânicas." A Força de Submarinos "O submarino é, de longe, a maior ameaça existente no mar. Oculto nas profundezas e tendo o próprio meio ambiente como principal aliado, esse tubarão de aço fez surgir a mística do combatente solitário, caçador que faz a hora e tem no ataque a sua única forma de agir. Sua presença acarreta tal grau de incerteza, que obriga os adversários a constituírem forças consideráveis para - com discutíveis chances - poder enfrentá-lo. Por essa superioridade intrínseca, o submarino vem sendo empregado, por excelência, como a principal arma de dissuasão dos países cuja estratégia global se insere num contexto defensivo, como é o caso do Brasil. Eles não podem exercer o domínio do mar, mas impedem que alguém o faça." "Nossos submarinos são modernos, dotados de sistemas integrados de detecção acústica e eletrônica e de direção de tiro. São, ainda, armados com torpedos eletroacústicos (propulsão elétrica e busca acústica), de longo alcance, que, após lançados, permanecem ligados ao submarino por um fio, que pode desenrolar-se por muitos quilômetros, permitindo sua guiagem até as proximidades do alvo, quando, então, passam a ser atraídos pelos ruídos deste, até alcançá-lo." "A Marinha desenvolve, ainda, um programa nuclear que visa dotá-la com um submarino de propulsão nuclear no começo do próximo século." A Força Aeronaval "O emprego de aeronaves lançadas a partir de navios ampliou consideravelmente as possibilidades táticas das operações navais. O horizonte "visível" expandiu-se enormemente, permitindo o controle de extensas áreas marítimas, graças à detecção, ao acompanhamento, à identificação e ao ataque a alvos localizados a centenas de milhas de distância. Ao mesmo tempo, possibilitou o lançamento de interceptores que garantam a defesa aérea da força naval, operando em áreas oceânicas. É claro que aviões sediados em terra, limitados por seu raio de ação e, quando não, pelo tempo de reação, não poderiam ser empregados para tal finalidade, a menos que se pretendesse restringir a atuação da Marinha à faixa litorânea." "Normalmente, quando se fala em aviação naval, a tendência é a de se pensar, exclusivamente, na aviação embarcada; entretanto, é importante considerar a aviação de patrulha, que realiza vigilância e esclarecimento sobre o mar." "De um modo geral, todo navio moderno, do porte de corveta para cima, dispõe da capacidade de embarcar pelo menos uma aeronave, no caso, um helicóptero (denominado aeronave de asa rotativa). Eles são empregados em uma multiplicidade de serviços, que incluem esclarecimento e ataque, e são de valor inestimável nas ações anti-submarino. Nossa Força Aeronaval tem sua base principal em São Pedro da Aldeia, no litoral fluminense. Ali, mais de 60 helicópteros, pertencentes a cinco esquadrões, são mantidos e preparados para embarcar nos mais diversos tipos de navios, desde aqueles destinados ao combate até os que operam na Antártica ou nas atividades de Busca e Salvamento (SAR, de search and rescue). Além de um destacamento aéreo em Rio Grande (RS)." Fuzileiros Navais "Empregando exclusivamente soldados profissionais, o Corpo de Fuzileiros Navais é constituído por cerca de 15.000 homens. No contexto da estratégia naval, é empregado, por excelência, na projeção de poder sobre terra, cabendo-lhe tomar, a viva força, em território hostil, uma área, designada cabeça de praia, a partir da qual forças terrestres prosseguirão o combate. Para tanto, são lançados dos navios, empregando embarcações de desembarque, veículos anfíbios ou helicópteros e contando com o apoio de fogo naval e aeronaval. Uma vez em terra, operam seus próprios meios, que incluem blindados, artilharia de campanha e artilharia antiaérea, engenharia de combate, comunicações e guerra eletrônica. Podem, ainda, ser empregados em diversas situações que demandem pronta reação, como no console de crises. Dentro da estrutura estabelecida, o requisito estratégico do Corpo de Fuzileiros Navais é atendido pela Força de Fuzileiros Navais da Esquadra (FEE), que é a organização empregada nas operações anfíbias e ribeirinhas. Para o cumprimento de sua missão, dispõe da Divisão Anfíbia e da Tropa de Reforço, que constituem grandes comandos de forças, congregando diversos batalhões e outras subunidades de apoio ao combate. Os Batalhões de Infantaria de Fuzileiros Navais, Riachuelo, Humaitá e Paissandu, que, normalmente, nucleiam as organizações por tarefas, e o Batalhão de Artilharia pertencem à Divisão Anfíbia, enquanto os Batalhões de Engenharia, Logístico e de Viaturas Anfíbias, pertencem à Tropa de Reforço. O Batalhão Tonelero, subordinado diretamente à FEE, é integrado por Comandos Anfíbios, elementos especializados em operações especiais, cuja preparação envolve o combate em vários ambientes, como selva amazônica, o pantanal, a caatinga e a montanha. Suas tarefas incluem a destruição de objetivos na retaguarda inimiga, captura ou resgate de pessoal e material, reconhecimento, despistamento e ações de guerra psicológica. Além dos grandes comandos subordinados à FEE, que respondem pelo requisito estratégico, há diversos Grupamentos de Fuzileiros, Subordinados, respectivamente, aos Comandos dos Distritos Navais ou Comandos Navais, e empregados regionalmente em atividades que vão desde a guarda dos estabelecimentos navais até a participação em operações ribeirinhas e em ações de controle de instalações portuárias." ![]() Germano Seidl Vidal Escritor e Historiador ========================================================================== Nota importante: Todo o texto deste "site" tem Direitos Reservados © (All Right Reserved), não podendo ser reproduzido total ou parcialmente, sem autorização expressa do autor. As opiniões aqui emitidas são de exclusiva responsabilidade do autor, na sua visão de Historiador e Escritor, não podendo servir de base para eventuais causas de questionamentos, seja de que tipo e objetivo forem. 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