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XV - COMPARAÇÕES DO NOSSO
DESENVOLVIMENTO PÓS-GUERRA
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em Agosto de 2006![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Nos dois capítulos anteriores, buscamos mostrar o resultado de nossa pesquisa relativa à situação socioeconômica do Brasil na guerra (1942-45) e seu desdobramento até 1960, dando-se números à realidade do país naquele período. Trata-se, agora, de verificar a evolução de nosso desenvolvimento, comparativamente com outros países, visto de ângulos distintos. Incluímos tabelas e gráficos que, sob nosso ponto de vista, são auto-explicativos, merecendo somente breves comentários de nossa parte para enfatizar um outro aspecto da comparação pretendida. Em 1995, ainda tínhamos 17% da população, acima de 15 anos, analfabeta, ficando muito aquém de nossos vizinhos e parceiros no Mercosul: Argentina 4%, Paraguai 9% e Uruguai 3%. Em 1994, o PIB "per capita", em relação aos mesmos países, ainda nos deixa atrás da Argentina e do Uruguai. Em 1995, vimos a brutal diferença no Comércio Exterior que nos distanciava da Alemanha, Itália e Japão, países duramente atingidos pela derrota na II Guerra Mundial. Entre 1994-95, desfrutamos "confortável" posição das Reservas Internacionais, forma elegante como os economistas justificavam a política econômica vigente (anterior à crise atual de 1998-99). Os dois índices primários (mortalidade infantil e expectativa de vida) e um, secundário, denominado Índice de Desenvolvimento Humano (IPH), deduzido desses e de outros itens, como: acesso à educação e saúde, renda per capita e oportunidade de emprego; o mesmo também é conhecido como Índice de Qualidade de Vida. Escolhemos para comparação os Blocos Comerciais, que resistem à globalização e buscam ampliar trocas de produtos com isenções ou benefícios fiscais, os quais incluem países do 1º mundo até as sofridas nações africanas, que retratam os índices sociais característicos de 3º mundo. Analisando os Indicadores Econômicos mais conhecidos, apresentados entre os países da América do Sul e os do G-7 (os 7 países mais ricos), podemos concluir:. - A distância entre os 2 blocos é flagrante; - Na América do Sul, o PIB brasileiro é o mais elevado, representando 266,5% do 2º colocado,- a Argentina. No"ranking" mundial dos países em "qualidade de vida" (ou IPH), a colocação brasileira está em 56º lugar entre 160 países, conforme publicação da ONU, é pouco satisfatória. Quanto a um índice inovador e de certa forma polêmico chamado Índice de Sofrimento Humano, divulgado por uma ONG apresentada como a maior, no âmbito dos EUA, para estudos populacionais, apresenta um resultado numérico, em pontos negativos, de uma avaliação de 10 itens e sua valorização é extremamente subjetiva. De qualquer forma, os especialistas dão ao Brasil 50 pontos desfavoráveis, cuja única referência próxima são os de Moçambique com 92. Os Estados Unidos receberam o grau máximo 1. Finalmente, a posição relativa do país entre outros 180, baseado em índices econômicos e sociais mais usados, sendo a nossa pior colocação o da mortalidade infantil, seguida, com igual valor, o da expectativa de vida e o da escolaridade, depois vem: alfabetização e, por última, como nossa melhor posição (70º lugar) a da renda per capita. Se os índices, no período da guerra, eram aterradores, quase diríamos deprimentes, 50 anos depois, temos, no concerto mundial, posições pouco desvanecedoras . Quanto isto se deve à má condução de nossa economia no pós guerra é um dos propósitos deste livro. Além de "derrotados", fomos politicamente ineficazes para por cobro a situações tão vexatórias? O país tem distribuição de renda considerada entre as piores do mundo. Além disso, as áreas regionais de produção primária, secundária e terciária, de bens e serviços, têm diferenças sensíveis desde índices pontuais de 1º mundo até os piores de 3º mundo. Os "formadores de opinião" na mídia nacional tecem diariamente interessantes comentários, uns críticos e outros defensores do nosso atual modelo econômico. Os argumentos não são escudados em dados unívocos. Um consagrado economista fez uma "blague" que não repetimos na íntegra por sua inconveniência, que diz, em essência, o seguinte: a estatística mostra tudo e esconde o essencial... Nossos números são eloqüentes, talvez, repetimos aqui como autocrítica, excessivos e alguns, contundentes. Várias fontes foram consultadas, de procedências diversas, com metodologias distintas, confiáveis umas, questionáveis outras. No Preâmbulo deste livro, chamamos atenção para o fato de que esta parte mostraria um quadro, tanto quanto possível real, para registro simplesmente estatístico, pois os economistas teriam muitas e diferentes razões para explicá-lo. Esperamos que haja consenso no cerne da mensagem final deste livro: se o Brasil, 8ª economia mundial, quer enfrentar as seqüelas da guerra e os desafios de hoje, no mundo globalizado, que se defendam os interesses nacionais acima dos internacionais, particularmente, de seu povo, não importando sob que título está a sua corrente de opinião: neo-liberalismo, solidarismo, nacionalismo, socialismo, etc. Urge que se entendam governantes, parlamentares, juízes, diplomatas, militares, empresários, trabalhadores e o povo em geral. Em ocasião de crise, só a solidariedade não é passageira. Ela é o fulcro da razão na existência da vida humana e condição "sine qua non" de soberania da Nação-Estado brasileiro na conjuntura atual. Ainda é tempo de agir! Tabela 15-05 Indicadores Sociais por Blocos de interesses Comerciais Comuns ![]() ![]() Germano Seidl Vidal Escritor e Historiador Volta a página principal ========================================================================== Nota importante: Todo o texto deste "site" tem Direitos Reservados (All Right Reserved), não podendo ser reproduzido total ou parcialmente, sem autorização expressa do autor. As opiniões aqui emitidas são de exclusiva responsabilidade dos autores, na sua visão, não podendo servir de base para eventuais causas de questionamentos, seja de que tipo e objetivo forem. Maiores informações sobre DIREITOS RESERVADOS, visite a página neste "site" - Direitos |