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PROTOCOLO DE KYOTO
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Não há mais como negar: além de esgotar recursos naturais, a humanidade está alterando o clima. Para minimizar os danos ao clima terrestre, entrou em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005 o Protocolo de Kyoto, cujo objetivo é diminuir a emissão de gases com efeito estufa. Uma das ações previstas é que os países desenvolvidos reduzam o lançamento desses gases em 5% entre 2008 e 2012, tendo como base os índices de 1990. Assinado em 11 de dezembro de 1997, o pacto foi ratificado por 141 países. A posição do governo brasileiro, que assinou o Protocolo já em 1997, é deixar toda a responsabilidade pela redução aos países desenvolvidos, opondo-se aos compromissos de diminuição da taxa de crescimento futuro das emissões por parte das nações emergentes. O Brasil é responsável por 2,5% das emissões mundiais de carbono; destas, quase 25% procedem da indústria e da agricultura modernas, e 75% da agricultura tradicional, da conversão de uso na fronteira agrícola e das atividades madeireiras ineficientes ou predatórias. As queimadas na Amazônia são responsáveis por grande parte dessa emissão. Desde 1995, a taxa de desmatamento está acima de 15.000 km² por ano, embora o uso racional da floresta demande menos de 5.000 km². Em junho de 1997, o Brasil propôs o Fundo de Desenvolvimento Limpo (FDL), constituído pelas multas pagas pelos países desenvolvidos que não cumprissem as metas. As nações emergentes apoiaram, mas as desenvolvidas não. Assim, em outubro de 1997, o Brasil articulou com os EUA uma nova versão do FDL, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O MDL possibilita aos países desenvolvidos cumprirem parte de suas metas de redução de emissão através do financiamento de projetos de desenvolvimento sustentável nos países emergentes e pobres. Nesse caso, apenas o florestamento e o reflorestamento podem ser creditados como atividade de seqüestro de carbono, excluindo as atividades orientadas a evitar o desmatamento de florestas primárias. É preciso intensificar a transferência, a preços acessíveis, de tecnologias aos países em desenvolvimento, onde estão as comunidades pobres e os ecossistemas mais vulneráveis ao efeito estufa. O MDL é exemplo de parceria que deve inspirar outras iniciativas de cooperação. (...) Meu governo está empenhado também na redução substancial do desmatamento, principal fonte das emissões brasileiras, discursou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Gleneagles, Escócia. Na ocasião, em 7 de julho deste ano, o G-8 e o G+5 (Brasil, China, África do Sul, México e Índia) acertaram ser importante o uso de energia renovável. Para dar continuidade à reunião, uma missão do Banco Mundial esteve no Brasil em outubro deste ano, para estudar como inserir os países do G+5 na discussão sobre mudança climática. O Banco Mundial pretende tomar a liderança de criar o arcabouço para desenvolver a energia limpa, o que inclui investimentos e financiamentos. Nos próximos 25 anos, a demanda de energia deve crescer 60% e cerca de US$ 16 trilhões precisarão ser investidos em sistemas de energia. O que interessa para o Brasil é o reconhecimento da hidrelétrica como energia renovável, o maior uso de biocombustíveis e principalmente a implantação dos MDLs. Temos uma série de projetos que se encaixam nisso, como o Proinfa (uso de energia renovável), o Procet (economia de energia), o uso racional de aterros sanitários, a substituição do diesel pelo biodiesel ou gás natural na geração de energia elétrica. Temos que fazê-los de qualquer forma, mas como os recursos são limitados, o dinheiro do MDL seria útil, explica Henri Eduard, assessor do Secretário de Assuntos Internacionais, que recebeu a missão do Banco Mundial. No entanto, o maior poluidor do planeta abandonou o Protocolo de Kyoto em março de 2001, quando o presidente George W. Bush declarou que o acordo estava morto. Responsáveis por quase um quarto das emissões globais de dióxido de carbono, os Estados Unidos alegaram que sua economia seria prejudicada. Desde 1990, suas emissões de gases com efeito estufa cresceram 13%; enquanto as da Europa, 1%. A viabilidade a longo prazo do Protocolo depende da volta dos EUA e da aceitação de compromissos de redução da taxa de crescimento futuro das emissões por parte dos países emergentes. Circula na Internet uma carta que teria sido escrita em 2070. O remetente descreve um planeta árido, onde a vida é doente e curta, porque o meio ambiente foi devastado e não há água. O autor alerta a humanidade para repensar sua atitude em relação ao planeta rápido, enquanto ainda há tempo de evitar tamanha desolação. A Terra, exaurida e machucada, reage como pode: do jeito que está, não dá mais. Beatriz Kistler Jornalista Volta a página principal ========================================================================== Nota importante: Todo o texto deste "site" tem Direitos Reservados (All Right Reserved), não podendo ser reproduzido total ou parcialmente, sem autorização expressa do autor. 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