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XVI.ii - O AÇO COMO META
PRINCIPAL
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em Agosto de 2006![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Devido às grandes reservas de minério de ferro e das dimensões do nosso mercado interno, já se podia contar com dois grandes fatores críticos de sucesso e fortes aliados para a implantação de um Plano Nacional Siderúrgico. Em 1938, o Exército iniciou uma campanha pela criação de um parque industrial siderúrgico. No Congresso Nacional, existiam vários movimentos no sentido de se acelerarem as discussões para a entrada do Brasil no mundo da fabricação do aço em grande volume. Faltava definir claramente onde conseguir o carvão metalúrgico barato e de boa qualidade, transporte viável tanto para as matérias-primas quanto para o aço produzido chegar até o parque industrial brasileiro ou ao embarque para exportação e, finalmente, o capital necessário em disponibilidade. As opiniões eram essencialmente distintas: uns defendiam a abertura total aos estrangeiros, tanto para o capital a empregar, quanto para o uso do carvão importado e, até, a direção tomada com os executivos estrangeiros; já outros, facção considerada nacionalista, em hipótese alguma aceitavam a influência direta dos estrangeiros na cadeia de decisões e fabricação do aço e, menos ainda, do uso do carvão importado. O Brasil, em 1940, importava cerca de 70% de todos os produtos de aço laminado. Os problemas foram então analisados partindo de algumas premissas básicas como: as reservas levantadas de carvão metalúrgico eram de má qualidade e os ambientalistas e protecionistas das reservas naturais florestais eram contra o uso do carvão vegetal, menos eficiente e sempre pressupõe mão-de-obra barata e grandes reservas florestais; os transportes ferroviários de volumes eram deficientes no eixo industrial brasileiro (São Paulo, Belo Horizonte e Vitória); e, principalmente, faltavam recursos de financiamento interno. As pressões militares para a implantação de um parque industrial brasileiro na área de siderurgia eram estudadas unindo mineração e produção de aço. Alguns especialistas da época defendiam a separação das análises, pois eram problemas distintos e com necessidade de tratamentos diferentes. Era um erro econômico tratar os assuntos juntamente. Vários planos e sugestões foram surgindo para as diversas soluções à implantação de um parque industrial siderúrgico brasileiro. Os nacionalistas defendiam a implantação de uma usina siderúrgica de capital e carvão brasileiros; outros, mais liberais, anunciavam planos com participação estrangeira; e, finalmente, alguns influentes defendiam soluções totalmente abertas aos estrangeiros. Ou seja, em 1937, o governo Vargas ainda estava indeciso quanto às soluções a adotar para o plano nacional siderúrgico, que se discutia desde 1920. A pressão popular e as Forças Armadas aumentaram as investidas no sentido de cobrar do governo uma definição clara e substanciada na riqueza brasileira de matéria-prima e na independência estrangeira quanto ao aço. Em fevereiro de 1938, Vargas anunciou as alternativas possíveis para o problema siderúrgico: a primeira alternativa seria a criação de uma usina construída pelo Estado com capital estrangeiro e pagamento em minério de ferro a exportar; a segunda, a construção de uma usina com capital misto brasileiro (Estado e por investidores privados brasileiros); e, a terceira, a criação de uma usina com capital privado brasileiro e estrangeiro, porém sob o controle do governo. Os nacionalistas extremados atentos aos movimentos do governo foram adquirindo espaços importantes nas decisões e influências diretas quanto aos requisitos mínimos para administração das riquezas nacionais até que, em 1940, o Código de Minas proibia os estrangeiros de manterem a posse de reservas minerais do subsolo brasileiro ou de usinas de aço à base de matérias-primas nacionais e, inclusive, de investirem nesse setor. Essas regras foram, posteriormente, abrandadas e, em 1941, já liberavam os estrangeiros a investirem na área em questão. As negociações continuavam. Várias empresas alemães de porte, incluindo a Krupp, quando negociavam armamentos com o Exército brasileiro em março de 1938, se dispuseram a construir uma usina, desde que tivessem oficinas de manutenção, reparos e fabricação de peças de artilharia. Representantes do governo iniciaram negociações com a United States Steel, em maio de 1939. O grupo norte-americano sugeria a criação de uma empresa mista brasileiro-norte americana para operar a usina de aço e desenvolver os recursos brasileiros. Os técnicos norte-americanos davam novo enfoque aos problemas antigos e conhecidos quanto à exeqüibilidade da implantação de uma usina no Brasil - carvão, transporte e capital. As conversações se desenrolavam sempre com estudos alternativos, de participação dos estrangeiros. O governo queria somente a ligação com etapas do projeto, mantendo a integridade e independência em relação à industria e suas naturais conseqüências. Os norte-americanos queriam mais e já se falava em criação de uma empresa estatal com participação de no máximo 30% da United States Steel. O governo brasileiro promoveu e iniciou os estudos com o grupo norte-americano, refazendo todo o levantamento das premissas básicas do projeto conjunto: reservas de carvão, ferrovias existentes e capital. Chegou-se a delinear um projeto localizado no antigo Distrito Federal, em Santa Cruz (Baía de Sepetiba), de onde as jazidas de minério de Minas Gerais e as minas de carvão de Santa Catarina ficariam eqüidistantes. A proteção tarifária sugerida à época, garantia os valores necessários à viabilização do projeto. Com a implantação de uma usina com a presença estrangeira, os nacionalistas iniciaram a campanha contra a participação dos norte-americanos nas decisões mais estratégicas na área de siderurgia. A United States Steel veio a desistir do projeto sem maiores esclarecimentos, porém, segundo se pode imaginar, as seguintes razões influíram decisivamente na recusa dos norte-americanos em participar do projeto: - divergências internas na United States Steel entre liberais preocupados com potencial econômico e conservadores, em preservar as exportações; - a CIA tinha expandido muito suas atuações com fortes investimentos nos Estados Unidos; - algumas jazidas na Finlândia, consideradas reservas da empresa, foram encampadas pelos russos; - algumas informações sobre o comportamento político de Vargas, fornecidas pelo Departamento de Estado americano. A implantação de legislação restritiva ao capital estrangeiro talvez tenha sido a 'gota d'água' para a desistência dos estrangeiros. A idéia de se dissociarem em definitivo as exportações de minério da construção da usina siderúrgica tornava-se cada vez mais forte e significativa. O tempo corria contra o Brasil. As decisões de governo deveriam ser tomadas e o plano siderúrgico brasileiro estava à deriva da indefinição. Os líderes nacionalistas queriam uma usina siderúrgica dentro de um complexo industrial com características ideológicas, políticas e de defesa. A Krupp estava sendo cogitada como interessada em participar de um projeto conjunto de construir e financiar uma usina. Os alemães já eram grandes fornecedores de armamentos para o Brasil. Porém, com o agravamento da guerra e os bloqueios às exportações feito pelos britânicos, a economia brasileira começou a sentir a falta de aço europeu, devido a essas restrições. As expressivas vitórias alemãs na Europa significavam perspectivas de poder realizar um projeto conjunto. O governo Vargas alimentou essas esperanças, porém ficou numa situação delicada e estranha. O governo dos Estados Unidos solicitava autorização para instalar bases aéreas e navais e transitar com tropas em território brasileiro e o Reich estava prestes a dar uma resposta definitiva de ajuda à construção da usina. Desse episódio surgiu a necessidade de uma grande decisão do governo brasileiro com uma política de alinhamento econômico, político, militar e ideológico. Mais uma vez, o impasse e a encruzilhada estavam à beira das decisões brasileiras. Não se sabe se Vargas estava esperando pela vitória final dos alemães ou atendia as investidas norte-americanas de criar uma parceria duradoura. Em meados de 1940, os americanos sentiram que, se não fizessem esforços para conquistar o parceiro brasileiro, os alemães certamente o fariam. Generoso, a propósito, a forma extremamente simpática do tratamento dado por Roosevelt ao governo brasieliro, especialmente a Vargas, como se constata pelo recado levado pelo Embaixador dos EUA no Brasil, na iminência do acordo de 1942. Textualmente, diz ele: "Diga-lhe que estou muito contente com sua esplêndida política e apresento-lhe os meus muito cordiais cumprimentos." Antes disso, ainda em setembro de 1940, veio a grande decisão. O governo Vargas optou por uma oferta do Banco de Exportação e Importação para financiamento de uma usina inteiramente brasileira. Os americanos festejaram a decisão, pois já anteviam o crescimento de um mercado potencial de consumo, com o natural crescimento da riqueza nacional. Os alemães perderam. O que teria levado o governo Vargas a desconsiderar os estudos desenvolvidos por alemães e norte-americanos, indicando o local ideal para a implantação da nova usina siderúrgica, realizado ao longo dos diversos ensaios conjuntos com técnicos brasileiros, em Santa Cruz, na Baía de Sepetiba, se se apresentavam como melhor solução? O argumento apresentado foi o da segurança. A localidade de Volta Redonda ficava atrás da Serra do Mar e a 50 milhas do litoral. A preservação contra ataques de artilharia vindos da costa brasileira foi o ponto decisivo. Logo tal argumento, hoje pouco entendido, fez-se presente com a atuação, em nossas costas a partir de 1941, de submarinos alemães, alguns dotados de canhões e de ousada investida. A decisão tomada em janeiro de 1941, relativa à construção da Usina Siderúrgica de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro, denominada Companhia Siderúrgica Nacional - CSN -, porém, não veio junto com as obrigações ou planos de se construírem, reformarem ou viabilizarem os transportes tanto de matérias-primas quanto do aço a ser produzido. O capital, originalmente, foi composto com mais da metade da Caixa Econômica Federal e das Instituições de Previdência Social, fazendo jus à totalidade das ações preferenciais. O Tesouro ficou com as ações ordinárias e as contribuições privadas foram muito baixas. Os dirigentes da futura usina não queriam abrir muito o capital para os investidores privados. Dos 75 milhões de dólares do capital inicial, 45 milhões de dólares vieram de créditos dos norte-americanos. Todo o planejamento, a construção e a operação inicial da usina foram feitos por americanos da empresa Arthur G. McKee and Company e, somente em 1947, os brasileiros assumiram a direção e o controle tecnológico. Os militares isolaram a usina dos efeitos políticos da ocasião, evitando porém, uma influência militarista na administração. Foram atribuídos objetivos tecnocráticos ao Exército brasileiro na participação do projeto CSN. Volta Redonda teria se constituído numa alavanca positiva e favorável ao governo Vargas, porém com a marca da indagação que vinha e vem sempre à tona - por que foi escolhido Volta Redonda se existiam melhores e mais seguras opções, com custos de implantação menores e mais eficientes? Será que decisões tomadas meramente por motivos de segurança, em tempo de guerra, deveriam nortear as ações mais definitivas como o plano de siderurgia? Essas perguntas dos tecnocratas de hoje se confrontam com a decisão, em pleno regime militar, de instalar a primeira Usina Nuclear exatamente numa praia a 150 KM do Rio de Janeiro, invadindo área de vocação turística com enorme potencial. O desenvolvimento da Usina de Volta Redonda pode espelhar-se na síntese de 2 relatórios com intervalo de 15 anos, como se transcreve a seguir: Extrato de Relatório (1945) - publicado pela revista NAÇÃO ARMADA de julho de 1945. Diz assim: "A Usina de Volta Redonda, que constitui o principal fator de trabalho da Companhia, tem como suas unidades, e que se encontram praticamente concluídas, as seguintes: Coqueria, Alto-Forno, Central Termo-Elétrica e Sub-Estação Principal com suas redes distribuidoras, Oficinas de Manutenção, Instalações de Tratamento e Distribuição de Água e Redes de Esgotos, Gasômetros e Sistema de Água e Esgotos e Sub-Estação Principal de Energia Elétrica; e as demais em fase de experiência das respectivas maquinarias e instalações. Aciaria, que faz parte do programa da Companhia Siderúrgica Nacional, deverá entrar em funcionamento no fim deste ano. Laminação, outra unidade do programa da Companhia, também entrará em funcionamento, por partes no corrente ano e em 1946. A Fundição e a Fábrica de Beneficiamento de Alcatrão e Forja de Material Ferroviário, unidades que só posteriormente foram incluídas no programa da Usina Siderúrgica, acham-se na fase final de estudos, sendo que a primeira já em trabalhos preliminares de construção. O quadro infra transcrito, representando a execução das obras da Usina de Volta Redonda, até 31 de Dezembro de 1944, serve para se aferir o volume dos trabalhos realizados até agora. Ei-lo: Coqueria 98% Gasômetros e Sistemas de Gás 65% Alto - Forno 97% Aciaria 58% Central Termo-Elétrica 80% Laminação 20% Oficinas 95% Captação e Distribuição de Água 95% Rede de Esgotos 100% Rede de Energia Elétrica 55% Plano Ferroviário 59% Movimento de Terra 88% A tonelagem do material recebido dos Estados Unidos para as instalações de Volta Redonda, que damos abaixo, é outro elemento apreciável para dizer o que se está realizando. É assim que o total do material recebido no Rio de Janeiro, desde o ano de 1942 até 31 de Dezembro de 1944, foram recebidas em Volta Redonda 50.061 toneladas. Pequena foi a percentagem de material importado e extraviado em virtude do estado de guerra. A pequena tonelagem de refratários e de peças de equipamento que não chegou ao seu destino, já foi substituída e quase toda montada. Assim como o ano de 1943 teve como característica a grande atividade nas construções, o de 1944 é considerado como o da fase culminante da montagem das unidades, não somente da grande Usina Siderúrgica em Volta Redonda, como também da Usina Beneficiamento de Carvão em Santa Catarina. Tudo é indicativo de que o ano de 1945 está reservado a ser, para a Companhia Siderúrgica Nacional, o da fase inicial de operação de suas Usinas, para chegar em 1946 o seu pleno funcionamento, após ajustadas as peças desse grande sistema que é a Usina Siderúrgica. O assentamento de linhas férreas no pátio da Usina de Volta Redonda teve marcha acelerada, já tendo atingido a 59% do programa estabelecido que compreende 56 quilômetros de linhas, computados os novos desvios para os prédios da Fundição e Fábrica de Beneficiamento de Alcatrão. A Companhia Siderúrgica Nacional, por conta do Governo Federal, estudou, projetou e construiu em 1944 o ramal de bitola de 1 metro, com 3 quilômetros, ligando Volta Redonda à Rede Mineira de Viação, em Barra Mansa, no qual falta apenas o assentamento da linha, já se achando concluída toda a infra-estrutura. Além de várias obras de arte correntes, foi construída a ponte sobre o rio Barra Mansa, de concreto armado, com vão, em arco, de 32 metros. O tráfego deste ramal e o do que vai ser construído, com 13 quilômetros, em Campo Belo, são de grande interesse para a regularidade no suprimento à Volta Redonda, de calcário, quartzitos e outros minérios da zona servida pela Rede Mineira de Viação. O de Barra Mansa, além disto, assegura o tráfego sem baldeação entre a Usina e o porto de Angra dos Reis. Estão bem adiantadas as obras que a Estrada de Ferro Central do Brasil executa para a melhoria das condições técnicas do traçado na serra da Mantiqueira (ilha do centro), e iniciam-se as da eletrificação da serra do Mar. São todos melhoramentos ferroviários de maior importância para facilidade do transporte das matérias primas e produtos da Usina Siderúrgica. Acham-se em construção, na cidade operária em Volta Redonda, 501 casas, sendo que das 2.782 projetadas já foram entregues e habitadas 1.200 de construção definitiva, das quais 11 hotéis e habitações coletivas e 1.189 casas de residência." Numa síntese sobre o BRASIL INDUSTRIAL, condensada pelo Major AMADEU DE PAULA, publicada na revista A DEFESA NACIONAL, nº 557, de Dez 1960, colho as interessantes informações que se seguem: "VOLTA REDONDA PRODUÇÃO DE AÇO Durante 1959, conforme relatório da Companhia Siderúrgica Nacional, o consumo de matérias-primas para a obtenção da produção apresentada foi de 2.556.266 toneladas por tonelada de aço laminado produzido, portanto foram necessárias 3,8 toneladas de matérias-primas. Em 1959 o consumo de matérias-primas em Volta Redonda foi o seguinte: Minérios 1.063.823 t Carvão nacional (metalúrgico) 291.443 t Carvão importado 425.030 t Fundentes 326.044 t Ácido sulfúrico 10.835 t Alumínio 475 t Coque importado 28.795 t Cobre eletrolítico 156 t Dolomita calcinada 18.772 t Estanho 649 t Ferro-ligas 8.404 t Óleo combustível 96.178 t Sucata de aço 251.169 t Zinco 2.096 t Outras matérias-primas 32.397 t As vendas da CSN em 1959 ascenderam a Cr$ 18.203.936.254,70 e compreenderam fornecimentos de laminados de aço, estruturas metálicas, intermediários, subprodutos de carvão, resíduos, excedentes e inservíveis, carvão, energia elétrica, etc. A semelhança do que ocorrera em 1958, toda a produção de Volta Redonda se destinou ao mercado interno. São Paulo adquiriu 48,3% dos laminados de todos os tipos fabricados em Volta Redonda; Distrito Federal e Rio de Janeiro, 38%; os Estados sulinos, 6,38%; os centristas, 5% e os do norte 2,4%. Segundo se crê, a produção em 1960 atingiu 762 mil toneladas de coque, 784 mil de aço laminado, 887 mil de ferro gusa e 1.059 mil de aço em lingotes. O NOVO PLANO DE EXPANSÃO A usina de Volta Redonda está concluindo um novo plano de expansão. O segundo aliás, desde que começou a operar. A partir dos meados do corrente ano, a usina passará a produzir no ritmo de 1.300.000 toneladas de lingotes de aço, por ano, atingindo e ultrapassando a meta originalmente prevista, de um milhão de toneladas. O aumento da produção de Volta Redonda, decorrente desta nova expansão, será da ordem de 500 mil toneladas anuais, o que eqüivale à produção inicial de qualquer das duas novas usinas siderúrgicas que se constróem no Brasil, no momento. Entre os novos processos tecnólogos figura, na Aciaria, a fábrica de oxigênio para emprego nos fornos Siemens-Martin, o que permitirá maior produção horária nos fornos de aço. Nos Alto-fornos, teremos o início da operação de sintetização, que possibilitará o emprego, nestas unidades, dos finos de minério, os quais, embora de excelente constituição química, não podiam ser utilizados em razão de sua fina granulometria. Com a sinterização, todo o material minerado nas jazidas da CSN poderá, doravante, ser utilizado, o que, além das vantagens econômicas óbvias, possibilitará substancial diminuição no consumo de coque por tonelada de ferro gusa, e aumento na produção dos Alto-fornos. Também merece registro especial, na nova bateria de fornos de coque, a fabricação de coque de pixe para eletrodos, para emprego em fornos elétricos, o que constitui outra contribuição de Volta Redonda para a libertação do nosso mercado consumidor da dependência estrangeira neste particular. O aumento da tonelagem de aço, decorrente da expansão, beneficiará todas as linhas de produtos de Volta Redonda, porém, com as tendências do mercado de produtos planos, haverá maior concentração nos setores de chapas finas a frio e folhas-de-flandres, para atendimento da demanda das indústrias que consomem estes tipos de chapas, como a de automóveis, mecânica, elétrica, de lataria, etc." A evolução da Usina de Volta Redonda, nesse período de 15 anos, mostra, à saciedade, que aquela iniciativa estatal brasileira foi, de fato, vitoriosa nas condições conjunturais em que se desenvolveu como uma alavanca para o processo de industrialização do Brasil, após a II Guerra Mundial ! Germano Seidl Vidal Escritor e Historiador Volta a página principal ========================================================================== Nota importante: Todo o texto deste "site" tem Direitos Reservados (All Right Reserved), não podendo ser reproduzido total ou parcialmente, sem autorização expressa do autor. 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